Escrito por quem gritou foi o reuben da cu às 17h36
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EU NA ESPELUNCA
O Ademir Assunção publicou lá na Espelunca (o blogue dele, esse linkado aí do lado) um longo texto escrito por mim, trompetista gaguíssimo, sobre o querido Itamar Assumpção. Querido mesmo. O texto é de uma carga emocional absurda, algo que tenho buscado em minha prosa jornalística: o pessoal, o soco no estômago. Caminho avesso ao trilhado por boa parte dos escritores/jornalistas da década de 90, que incharam a literatura com influências do jornalismo diário. Me agrada justamente esse avesso, a palavra diária contaminada pelo encantatório do poema. Assim o Ademir apresenta o dito cujo:
É um daqueles textos que expõe feridas e parte para a polêmica. Um daqueles textos que nos dá a certeza de quem nem tudo está perdido. Este texto aqui, ó:
É claro que eu tô emocionado. Não lembro como conheci a literatura do Ademir. Li os poemas psicolíricos/psicobélicos de Zona Branca, as pinturas-palavras de Cinemitologias e a deliciosa subversão linguística de A máquina peluda. Infelizmente nunca encontrei seu último livro, Adorável Criatura Frankenstein, nem o primeiro, LSD NÔ. Muita gente não gosta. Eu gosto. A palavra de Ademir Assunção não chega pronta e acabada como se made in China. Tem, isso sim, um hálito de vida - com todas as navalhas da vida, com todos os erros também. Além disso, trata-se de um poeta/escritor/jornalista que experimenta, fuça a linguagem. E experimentar é, muitas vezes, se perder. Digo isso sempre que lembro de figuras como ele ou Paulo Leminski. Os caras já abriram caminhos, o que mais você quer? Conversei muito rapidamente com ele quando estive em São Paulo, no último dezembro. Ainda fico triste quando penso que não deu pra gravar entrevista. Ia ser um bom papo.
Escrito por quem gritou foi o reuben da cu às 01h26
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