| o trompetista gago: :reuben |
a poesia nos olhos dela
Celso não veio. Ficou na Paulicéia. Vieram Andréa, Pedrinho e a novata nesse mundo-nau: Clarisse. Nome-homenagem a vocês sabem quem. Ela tem quatro meses nessa loucura que não pára de girar. E eu a vi pela primeira vez hoje. Ela sorri com os olhos, cara. E não pára de girar, quietinha. Saí da casa dos Oliveira/Borges com cheiro de manteiga nas mãos, gosto de café na boca e um nó nos sentidos, que ficou assim:
clarisse
como não sair
incerto
de um olhar q
como o seu
me acerta
poema sem sobra, improviso
preciso
olhar q como o seu sorriso
me imprecisa
remonta minha incerteza, menina-deusa q
não balbucia a
palavra luz
mas luz eterna
sobre minha palavra
Escrito por quem gritou foi o reuben da cu às 20h29
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