| o trompetista gago: :reuben |
III.
Ensaboado adentro a sala, martelo à mão. A fumaça esconde as máscaras nas paredes. Turva-me a vista.
Persigo engasgares, explodo a bugiganga chinesa, cacos assimétricos chovem no chão da sala. O diabo chinês.
Sento. O tremor atravessa meu corpo. O tremor pára dentro da boca. É a ponta da minha língua, a ponta da minha língua treme.
Tropeço em tudo no caminho até o banheiro. No espelho do banheiro há um reflexo diferente, a máscara diminuta. Irritadíssima na ponta da minha língua.
A lâmina de barbear me arranca bastante sangue, mas não move a máscara do lugar. Deixo o desespero cair sobre o pano de chão, no chão.
Pacientemente a língua na tomada. Logo abaixo do interruptor.
O sangue ferve e coagula.
Líquido transparente e caquinhos de cerâmica escorrem pelos ouvidos.
Escrito por quem gritou foi o reuben às 15h33
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