| o trompetista gago: :reuben |
hey, radio
Viajo em algumas horas. Dia 20 eu volto. Zema: me falaram que o Xico vai aparecer por lá pra bater um papo.
Segue um poema, logo abaixo do Falou.
Falou.
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Como um cara
como eu chorando enquanto perto toca alguma versão de hey joe going down to shoot an old
lady
sangrando bends pelos olhos nos ombros do rio Bacanga
cativo numa Babilônia que o rio
não vê.
Ele está sempre muito sujo e azul quando bate à minha porta.
Há mais de
20 anos eu atravessei o rio Bacanga a remo mas
de dentro de minha mãe não distinguia as águas e se eu pudesse parar
pra pensar talvez pensasse ser
a barriga dela algo como amplificada arena aquosa.
O rio Bacanga não passa daqui. Vem
sabe-se lá de onde. Eu pelo menos não sei.
Vem sabe-se lá de onde e nunca passa dessa barragem. Há um lugar onde o Bacanga se deita
molhado de luxúria, mas não aqui. Na barragem ele já está envelhecido, não menos musculoso. Remói um azul-detergente e aquela espuma escassa dias a fio.
Uma velha espécie de malandro
há vários anos cultivando uma barba entre o sorriso elegante
e o mundo.
Pra onde ele vai eu sei.
Não.
Não sei.
Escrito por quem gritou foi o reuben às 12h00
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